Francisco Peltier de Queiroz

O Autor discute, em trabalho publicado em 1977, as origens do Fila Brasileiro, dando ênfase às críticas que faz às conclusões do Dr João Batista Gomes. Focaliza aquilo que chama de “4º elemento”, ou seja, a união de cães indígenas, selvagens, alçados e imigrantes que teriam cruzado ao acaso com os cães tipo Mastiff, Buldogue e Bloodhound, que, segunda pensa, existiriam no Brasil. Este autor cita como cães indígenas o Aracambé dos tapuías, o cão selvagem brasileiro, o Guará.

A eles junta os cães de rua ou Alçados, os quais teriam se miscigenado entre si com cães de maior porte, trazidos pelos colonizadores, não importa a origem. Desta mistura teria surgido o Fila Brasileiro, sendo que o Autor acredita que, à custa deste 4º elemento, há possibilidade de se fechar o círculo da fórmula mágica que teria dado ao Fila Brasileiro e “ por sua vez torna esta fórmula inatingível e perdida no tempo, de quem sofreu principalmente a influência climática e alimentar”.

Em síntese, segundo Peltier de Queiroz, o Fila Brasileiro seria proveniente de cruzamentos de cães europeus, entre eles, o Mastiff Inglês, o Bloodhound, o Buldogue, ou qualquer outro cão, todos trazidos pelos pineiros para o Brasil, com cães selvagens do Brasil.