Displasia Coxo-Femural

A displasia óssea é uma má formação nas articulações, com maior incidência nas ligações entre a bacia e os membros traseiros, denominado como coxofemoral.

Pode atingir machos e fêmeas de qualquer raça, especialmente raças grandes e de crescimento rápido e submetido à superalimentação. A displasia coxofemoral e a de cotovelo podem comprometer apenas uma das articulações, mas normalmente atinge as duas. Esta patologia é transmitida de forma hereditária e é também fortemente influenciada por fatores de manejo e do meio ambiente.

Estudos estatísticos mostram que 70% dos animais radiograficamente afetados não apresentam sintomas e somente 30% necessitam de algum tipo de tratamento. Os animais doentes podem apresentar claudicação,que pode ser definida como dor muscular devido a insuficiência de circulação arterial, essa claudicação pode ser uni ou bilateral. Apresentam também dorso arqueado, peso corporal deslocado em direção aos membros anteriores, com rotação lateral desses membros e andar bamboleante.

Existem cães que são apenas portadores da displasia, não apresentam dor,e dessa forma são diagnosticados através do exame radiográfico. A displasia é causada pela hereditariedade, por fatores ambientais (piso liso), a raça do animal (geralmente cães de grande porte).Há também cães que são assintomáticos, ou seja, não apresentam sinais clínicos, isso acontece por que as alterações ósseas desaparecem com a maturidade esquelética.

Existem dois grupos reconhecíveis clinicamente: o de cães jovens entre quatro e doze meses de idade, e o de animais acima de quinze meses de idade, que apresentam afecção crônica.

A doença foi descoberta em 1930 e as raças com predisposição genética são: Cão dos Pirineus, Fila Brasileiro, Golden Retriever,Pastor Alemão, Retriever do Labrador, Rottweiler, São Bernardo e Setter Inglês. Não há diferença significativa no acometimento de machos e fêmeas. Geralmente o acometimento articular é bilateral, podendo ser unilateral em 11% dos casos.

O diagnóstico é realizado através de:

Anamnese e o exame físico, observando o aumento no índice de distração (afastamento da articulação coxofemoral);
Claudicação, que piora após exercícios;
Sinal de Ortolani positivo (este sinal pode estar ausente em casos crônicos, devido à fibrose na articulação);
Dificuldade do animal em se levantar;
Relutância em correr e saltar;
Dor; Crepitação à manipulação da articulação;
Atrofia muscular nos membros pélvicos;
Hipertrofia de músculos do membro torácico.

O Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária emite laudos da displasia coxo-femural e este exame é feito no animal com 12 meses de idade podendo ser feito aos 7 meses em cães propensos a doença para no caso de confirmação da doença ela possa ser controlada pelo veterinário.

Não existe uma cura para a displasia, os tratamentos visam minimizar a dor, combater os sintomas dando uma melhor condição de vida para o animal. Nos casos mais leves recomenda-se a diminuição do peso do animal para reduzir o estresse mecânico sobre a articulação, e fisioterapia (natação) para prevenir ou aliviar o processo inflamatório presente. Nos casos mais graves podem ser usados antiinflamatórios não esteróides para o controle da dor, como também podem ser associados precursores de proteoglicanos que são um importante constituinte da cartilagem hialina que forma a articulação.